CARAJASMaranhão, Brasil 30-03-2016 (REPAM).- A reportagem “Vida nos Trilhos”, produzida pela Signis Brasil, associação que integra os meios de comunicação católicos no país, vai revelar os impactos ambientais e as violações dos direitos humanos no contexto da exploração de minérios na Amazônia e do escoamento por meio da Estrada de Ferro Carajás, que atravessa o Maranhão e o sul do Pará.

Uma equipe de jornalistas percorreu parte da maior estrada de ferro do Brasil, a Estrada de Ferro Carajás. Essa ferrovia de 892 quilômetros liga 25 municípios, sendo 21 no estado do Maranhão e 4 no Pará. É a maior ferrovia de transporte de passageiros, sendo, no entanto, especializada no transporte de minérios. Estende-se desde as minas da Serra dos Carajás em Parauapebas (PA) Canaã dos Carajás (PA) e Marabá (PA) até os portos da Baía de São Marcos, entre a Ilha de São Luís e o oeste do Maranhão, que em suas margens ficam portos importantes, como o Porto do Itaqui, Ponta da Madeira e o Cujupe.

A equipe de reportagem apurou os impactos ambientais e as violações dos direitos humanos que acorrem naquela região devido à exploração do minério, bem como o trabalho organizado pela população local na busca de seus direitos. A equipe ouviu: Ministério Público Federal no Maranhão; atingidos pelos impactos da ferrovia, assim como moradores das cidades, povoados, vilas, quilombos, pescadores; Conselho Tutelar; Igreja Católica; Organizações Não Governamentais; ambientalistas; Vale S/A; pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão; médicos.

Em atenção aos apelos do papa Francisco, em sua preocupação com relação ao futuro do planeta, e atendendo ao pedido expresso do presidente da REPAM e da Comissão Episcopal para a Amazônia, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Cláudio cardeal Hummes, de as mídias divulgarem a realidade da Amazônia Legal, a Signis Brasil propôs a seus associados reportagens daquela região.

A mensagem do papa Francisco aos atingidos por mineração de diversas partes do mundo, reunidos no Vaticano, em julho de 2015, é muito claro: “Que se escute o grito de muitas pessoas, famílias e comunidades que sofrem direta ou indiretamente devido às consequências muitas vezes negativas das atividades de mineração. Um grito pelas terras perdidas; um grito pela extração das riquezas do solo que, paradoxalmente, não produz nenhuma riqueza para a população local que permanece pobre; um grito de dor em reação às violências, às ameaças e à corrupção; um grito de indignação e de ajuda pelas violações dos direitos humanos, de forma discreta ou descaradamente pisoteados no que diz respeito à saúde das pessoas, condições de trabalho, às vezes pela escravidão e tráfico de seres humanos que alimentam o fenômeno trágico da prostituição; um grito de tristeza e de impotência pela poluição da água, do ar e do solo”.

O conteúdo desta reportagem será veiculado em 230 emissoras de rádio, espalhadas pelo Brasil. Publicado em 11 títulos impressos entre jornais e revistas, associados à Signis Brasil atingindo uma tiragem superior a 1 milhão e meio de exemplares. E transmitido por 8 TVs de inspiração católica, além dos sites desses veículos e suas respectivas redes sociais.

O projeto inédito foi realizado pela Signis Brasil com os associados dos impressos católicos, das televisões católicas, da Rede Católica de Rádio, Paulinas Editora e a United States Conference of Catholic Bishops, com a produção e edição da TV Século 21 e Revista Família Cristã, RedeSul de Rádio, das comunidades locais no Maranhão, Rede Justiça nos Trilhos e o apoio de projeto realizado pela Signis Brasil.

Data da publicação:

Rede Católica de Rádio, de 4 a 11 de abril

As TVs, de 4 a 11 de abril

Internet, dia 4 de abril

Impressos, edição de abril

FONTE: SIGNIS Brasil

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *