Carta da 47ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas reivindica respeito e cumprimento dos direitos indígenas garantidos na Constituição Federal Brasileira de 1988

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Com o feixe de fara, símbolo de união e resistência, povos indígenas de Roraima publicam Carta com as manifestações, repúdio e propostas deliberadas e aprovadas durante quatro dias de debate e reivindicam respeito e cumprimento dos direitos garantidos na Constituição Federal Brasileira de 1988. A Assembleia, ocorrida no período de 11 a 14 de março, no Centro Regional Lago Caracaranã, região da Raposa, Terra Indígena Raposa Serra do Sol, foi mais um ato político, social e cultural dos povos indígenas, Macuxi, Wapichana, Taurepang, Patamona, Sapará, Yanomami, Ye`kuana e Wai Wai, que também foi marcada pelo primeiro ano de uma coordenação geral jovem do Conselho Indígena de Roraima (CIR).

Com a presença de 3.058 pessoas, entre indígenas e não indígenas, a 47ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas de Roraima trouxe como tema “formando a juventude para uma organização forte em defesa dos direitos”.

Participaram do ato político indígena, 180 conselheiros das regiões Amajari, Baixo Cotingo, Murupu, Tabaio, Serra da Lua, Serras, Surumu, Raposa, São Marcos e Wai – Wai, além das organizações indígenas, Organização das Mulheres Indígenas de Roraima (OMIR), Organização dos Professores Indígenas de Roraima (OPIRR), Hutukara Associação Yanomami (HAY), Associação do Povo Indígena Wai-Wai (APIW), Associação do Povo Ye`kuana do Brasil (APYB), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e a presença dos indígenas do povo Krahô-Canela (TO) e Manchineri (AC).

Houve também a presença das entidades indigenistas, parceiras e instituições públicas, Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Diocese de Roraima, Rede Eclesial Panamazônica (Repam-Local), Movimento Puraké, Instituto de Educação do Brasil (IEB), Natureza e Cultura Internacional (NCI), Ministério Público Estadual (MPE), Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal (PF), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (IBAMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Universidade Federal de Roraima (UFRR), Distrito Especial Indígena do Leste de Roraima (DSEI-Leste), Conselho Nacional de Saúde Indígena, entre outros convidados.

Durante os quatro dias de Assembleia, além dos informes regionais, das ações do Conselho Indígena de Roraima (CIR) por meio da Coordenação e os departamentos, Territorial e Ambiental, Jurídico, Comunicação, incluindo o Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol (CIFCRSS), que faz parte da estrutura organizacional do CIR, as lideranças indígenas compartilharam as conquistas na área territorial, saúde, educação, sustentabilidade, mas também as preocupações com as tentativas de retrocessos dos direitos indígenas duramente conquistados na Constituição Federal Brasileira de 1988 e na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

No encerramento da Assembleia foram aprovadas as deliberações internas, além das propostas destinadas às autoridades públicas do Estado brasileiro, conforme destacadas na Carta da 47ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas de Roraima.

Confira a íntegra da Carta(anexo).

 Carta 47 AGPIRR 2018 -Oficial

Fonte: Ascom/CIR

Foto: Mayra Wapichana

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