Repam expresa total respaldo al pueblo indígena Gamela en Brasil

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La Red Eclesial Panamazónica (REPAM) y la Comisión Episcopal para la Amazonía de Brasil, expresan su solidaridad y total apoyo al pueblo Gamela, frente a los graves acontecimientos que han tenido lugar en el municipio de Matinha, en el Estado de Maranhão – Brasil.

En comunicado público, emitido este 5 de mayo, “la REPAM exige que sean oídos los clamores de los pueblos que hace siglos cultivan las tierras, respetando la biodiversidad y que muestran, por sus propias prácticas que existen alternativas sustentables. Que sean discutido proyectos de desarrollo con las poblaciones afectadas, mostrando los informes de los impactos socioambientales, mantenidos frecuentemente en secreto, a pesar de la ley de acceso a la Información”.

Igualmente, la REPAM hace suya la nota de solidaridad firmada por los obispos de la Regional Nordeste 5 de la Conferencia Nacional de Obispos de Brasil.

A continuación, compartimos ambos comunicados:

 

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

Comissão Episcopal para a Amazônia

Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam)

Ao povo Gamela,

A Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) expressa total apoio ao povo Gamela diante do acontecimento gravíssimo envolvendo-o no município de Matinha (MA), no último dia 30 de abril.

Em de fevereiro de 2017, no estado do Maranhão, com o apoio da Repam, foram realizados dois Seminários Laudato Sì (Louvados Sejas), em parceria com a Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) e Regional Nordeste 5 da CNBB. Nos Seminários reuniramse mulheres quebradeiras de coco, indígenas Gamela e Guajajara, quilombolas, lavradores/as, assentados/as, catadores/as de materiais recicláveis, geraizeiros/as, pastorais sociais, sociedade civil organizada, leigos/as, religiosas/os, padres e bispos. Na ocasião ouviu-se relatos de violências sofridas, resistências e insurgências organizadas pelos povos tradicionais: a cobrança dos povos Gamela e Guajajara, secularmente expulsos de seus territórios.

A Repam exige que sejam ouvidos os clamores desses povos que há séculos cultivam as terras, respeitando a biodiversidade e que mostram por suas práticas que há alternativas sustentáveis. Que sejam discutidos projetos de desenvolvimento com as populações afetadas, mostrando as informações e os relatórios de impactos socioambientais, mantidos frequentemente em segredo, apesar da Lei de acesso à Informação.

Que o governo escute o povo mais do que discursem sobre seus planos e projetos. E que sejam tomadas medidas cabíveis no sentindo de elucidar os responsáveis pela violência contra o povo Gamela.

Ademais, subscrevemos a Nota publicada pelo Regional Nordeste 5 da CNBB:

Nota de solidariedade ao Povo Gamela

“Os pobres possuirão a terra”, (Mt 5,5).

Nós, bispos do Regional Nordeste 5, da CNBB, que compreende o estado do Maranhão, reunidos em Assembleia Geral, em Aparecida (SP), ao tomarmos conhecimento dos gravíssimos fatos envolvendo o povo Gamela, no município de Matinha (MA), queremos expressar nossa posição diante deste acontecimento.

Estamos indignados com a violência, desrespeito e barbárie ocorridos na tarde do último dia 30 de abril. Este acontecimento não é um fato isolado, pois assistimos a um aumento alarmante dos conflitos no campo em todo país.

Manifestamos nossa solidariedade e apoio ao povo Gamela e a Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana. Tivemos a oportunidade de estar com este povo durante nossa reunião anual em janeiro de 2016, comungando com suas dores, suas preocupações e expectativas.

Fiéis ao projeto de Jesus de Nazaré, o Cristo ressuscitado, somos contra toda e qualquer forma de violência. Violência sempre gera violência. Nos conflitos necessitamos de diálogo e respeito mútuo. Preocupam-nos a omissão e morosidade do Estado e das demais Instituições Públicas para resolver as situações conflitivas dos povos indígenas que há tanto tempo têm reclamado junto aos diversos órgãos competentes exigindo seus direitos.

Como pastores, defensores da vida, exigimos que os fatos sejam devidamente apurados, que as vítimas sejam socorridas dignamente, que os culpados sejam identificados e punidos e que se tomem medidas imediatas e duradouras, assegurando a integridade física deste povo e o direito sagrado à posse de seu território.

Invocamos a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, cuja imagem foi encontrada quebrada, identificando-se com os excluídos e tornando-se assim, força libertadora aos oprimidos de nossa Pátria, para que, em nosso estado possa cada vez mais crescer a justiça, a solidariedade, o respeito aos pobres e sejam tomadas medidas concretas em favor da vida, da dignidade dos povos indígenas e de todos os que sofrem.

Rede Eclesial Pan-Amazônica,

Dom José Belisario da Silva, Arcebispo de São Luis do Maranhão, Presidente da CNBB Regional Nordeste 5

Dom Elio Rama, Bispo diocesano de Pinheiro-MA, Vice-Presidente da CNBB Regional Nordeste 5

Dom Sebatião Bandeira Coêlho, Bispo Diocesano de Coroatá-MA, Secretario da CNBB Regional Nordeste 5

05 de maio de 2017

Descargar documento: Da Repam ao povo Gamela

Un comentario

  1. AURELIO vERA
    | Responder

    La Tierra es nuestra Vida y nuestra Libertad: Los Indígenas sin Tierra somos como troncos tirados a la orilla del camino. Vienen los saqueadores por la noche, la estropean y se van. Vienen los opresores por la noche: desangran a la Mdre Tierra (Pacha Mama), La desangran y se van. Dejan detrás de sí los deisertos cansados. ¿Quién tiene derecho de vender a su Madre. ¿Quién tien derecho de vender a su Hermana? La Tierra es nuestra vida y nuestra Libertad.
    “Se está castigando a la Tierra, a los Pueblos y a las Personas de un modo casi salvaje. Y, detrás de tanto dolor, tanta muerte, y destruccción, se huele el tufo de eso que Basilo de Cesarea llamaba “El estiércol del diablo”. Es la ambición desenfrenada del dinero que nos gobierna. Ése es el estiércol del diabblo” (Papa eranciso, en el Encuentro con los con los Movimientos Populares de Bolivia) Tremendo Caballero es don dinero. Codicia de riquezas. Tener, Poder y Soberbia… Imatatak rurana Kanchik. ¿Qué tenems que hacer? G: Aurelio..

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